Os Santos atuam muito mais depois da morte



Muitos filhos e devotos do Padre Pio perguntam-se: “Agora que o Padre não está mais conosco, a Providência continuará a se manifestar?”. “Certamente, e em todos os caminhos, os mais diversos”, respondemos.
O Padre Pio havia-o assegurado mais vezes, e o crescimento da OBRA é uma prova.
Sempre novas obras, novos equipamentos.
Os Santos fizeram e fazem muito mais depois da morte; pois eles permanecem para a eternidade e intercedendo por nós.
Mariette vinha de longe.
Infalivelmente, cada ano, durante o verão, chegava sempre doce, serena.
“Trouxe para o Padre”, dizia-me e apresentava sua oferta, sempre generosa, para as novas construções, para os equipamentos.
“Onde há necessidade”, dizia; deixando plena liberdade.
Depois sentava-se na sala, como se fosse uma pessoa de casa.

No mês de setembro de 1976, apresentou-se como se estivesse preparada para uma festa, - recoberta de jóias (jamais a havia visto assim).
Depois de ter entregue a sua generosa oferta, fez-me sentar perto dela, deu-me sinal de abrir bem as mãos, arregaçou um pouco as mangas e começou a retirar os braceletes que tinha em ambos os braços, depois os brincos, os colares visíveis e escondidos, colocando tudo nas minhas mãos; sentia-lhe o calor.
E eu a dizer-lhe: “Basta, basta, algo deves guardar também para ti”.
Mas ela, palidíssima, continuava... Por último foi a vez dos anéis, todos.
Somente por sua aliança disse: “Esta, não”.
Era a sua pequena aliança do casamento.. Depois abriu a bolsa, donde tirou caixinhas.
Por fim, abriu a última: “A aliança do meu falecido marido”.
Obrigado, Mariette, repeti.. Mas guarde algo também para si !”
Mas ela: “Não, tudo!”.
E com voz decidida: “Agora sim sinto-me livre, sinto-me mais leve!”.
Abracei-a, beijei-a repetidamente e acompanhando-a até a saída disse-lhe: “Certamente, Mariette, agora diante do Senhor és ainda mais bela”.
Mariette retornou todos os anos, sempre querida e generosa.
Neste ano (o escrito não registrou o ano) não voltou, mas fez chegar igualmente a sua oferta, que desta vez foi ainda mais generosa.
Escreveu-nos: “Agora deixo a minha casa e, sem nostalgia, vou viver num pequeno quarto, num lugar tranqüilo que tem o nome de “Canto dos pássaros”.
Querida Mariette, cada manhã, quando o canto dos pássaros te acordar, toma consciência de que eles te agradecem por nós, que continuaremos a querer-te bem e a invocar sobre ti todas a bênçãos do Senhor! .
Tu dizes: “Talvez não nos reveremos mais aqui embaixo!”
Mas nos tornaremos ver no paraíso, junto ao Senhor, ao caro Padre Pio e a tantas pessoas caras, e nos quereremos muito bem para sempre.
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Era uma manhã muito movimentada, no ofício havia diversas pessoas.
Num certo momento, apresentou-se um senhor alto, com um pacote na mão, embrulhado em papel jornal amassado e amarrado com fita isolante.
Colocou o pacote num canto da escrivaninha e, com acento que parecia do vêneto: “Irmã Myriam, isto manda-o minha mulher”.
E encaminhou-se para a porta, para sair. “Desculpe, Senhor, o que há dentro desse pacote?”. “Não sei, eu e minha mulher nos deixamos livres para dispor das nossas coisas”.
Quer dar-me, ao menos, o endereço de sua esposa?”.
“Subito” (imediatamente), e deu-me o endereço.
Apenas liberadas, eu e Joana, a minha colaboradora, nos olhamos.
“Que estranho! O que haverá neste misterioso pacote?” Levantei-me e experimentei pegá-lo pela mão: “Que pesado, exclamei, parece chumbo!”
Desembrulhei-o. Dentro havia um bolsa a cores, bastante grande.
Abri. Que maravilha! Tudo brilhava sob meus olhos. A bolsa estava cheia de belíssimas jóias de toda espécie e de todo valor. ....
A Providência é deveras surpreendente, mas encontra sempre um caminho para vir de encontro às nossas necessidades e para levar as graças desejadas pelos nossos bemfeitores sempre presentes na nossa oração junto ao caro Padre Pio.

[Uma pergunta: Quem enriqueceu mais? Quem recebeu ou quem doou?]
Ainda acontecem coisas maravilhosas neste mundo.
(Um escrito da Irmã Myriam Brusa, extraído dos arquivos das suas coirmãs do Hospital do Padre Pio) – Em “La Casa Sollievo della Sofferenza”, 1-15 marzo, 2007, p. 12.
Traduzido por um devoto do Padre Pio.



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