A chave “falsa” para entrar no céu



Para o mês de Maria, maio, e para todos os outros meses.

Padre Pio de Pietrelcina, nos breves recreios que, após jornadas de intenso trabalho, se concedia à noite, com os confrades e com alguns filhos espirituais, encontrava sempre modos de oferecer algum ensinamento espiritual.
Pietro Cugino (o que ficara cego aos 12 anos) recordava que o Padre Pio contara mais vezes esta historieta:
“Um dia Jesus Cristo, fazendo um passeio pelo céu, viu certas caras que não tinham lá sinais de muita penitência. Dirigiu-se a São Pedro e disse-lhe: “Pedro, vi umas caras por ai, que não me parece estarem em condições de entrarem aqui Quem fez entrar esses fulanos?”
O Porteiro justificou-se prontamente: “Senhor, eu faço uma boa vigilância e isto que Vós me relatais, parece-me impossível; deve tratar-se dum engano Vosso”.
“Bem, de qualquer maneira, fique atento”, disse o Mestre, na certeza de ter sido bem claro na advertência.
Pedro fez uma revisão junto à porta do Paraíso e deu-se conta de que tudo estava em perfeita ordem; ninguém entrava sem passar pelos devidos controles. E informou o Patrão.

Mas uns dias após Cristo voltou a queixar-se: “Pedro, as coisas não andam a contento. Vi de novo certas pessoas que para mim não poderiam estar aqui. Fique atento, porque isto não me agrada”.
O pobre Pedro aplicou os controles mais severos: constatou que a única pessoa que saia e entrava livremente era Nossa Senhora. Mas não teve coragem de inquiri-la. Notara no entanto que na saída o manto dela descia liso até os pés; e ao reentrar estava inchado como se fosse uma vela (de navio) soprada pelo vento.. Observava ainda que a Rainha do céu, retornando ao seu lugar, onde sentava como Rainha, o manto lhe assentava normal de novo.
Apesar de nutrir algumas suspeitas, Pedro ofereceu ao Mestre amplas garantias de que tudo estava em perfeita ordem.

Mas eis que chega pontual a terceira reclamação, porque o Mestre não estava nada satisfeito de como as coisas andavam: “Pedro, estás arriscando o cargo; eu poderia tirar-te as chaves do Paraíso”
Então, finalmente, Pedro se decidiu a abrir o jogo: “Mestre, cheguei a formar-me uma determinada opinião sobre quem faz entrar esse pessoal ao qual Vos referis. Mas acredito que não podemos fazer nada. Nem eu e nem o Senhor”.
“Explica-te”, ordenou Jesus.
“Antes de tudo acredito que Vós sabeis que só a Vossa Mãe tem a chave “falsa” para abrir e fechar aquela bendita porta, e Ela sai e entra quando quer. Mas eu noto que quando ela entra o manto está demasiadamente inchado: para mim é o momento em que Ela faz entrar aqueles que Ela quer, escondendo tudo aos meus olhos”.

--- [ Nestas alturas Pe. Pio esclarecia que a chave falsa, na linguagem napoletana, outra coisa não era do que a duplicata da chave original, que é guardada cuidadosamente pela Patroa da casa, para o caso em que, perdida a original, se encontre uma solução]. --- E continuava:
Cristo, tendo ouvido o relatório do Porteiro, acabou conformando-se: “Pedro, se é assim, deixemos as coisas ficarem como estão”.
O Santo concluía: “Assim a Mãe do céu continua sempre sua obra de salvação dos filhos que arriscam perder-se por toda a eternidade”. E acrescentava: “Recomendemo-nos à Nossa Senhora para que nos conduza pela mão, para que nos proteja sob seu manto”

LEITOR! – A historieta do Padre Pio é esta, mas não arrisque demais; não deixe sua cara ficar feia demais, porque aí nem a chave “falsa” vai poder abrir a porta. Agarre-se bem no manto da Mãe, hoje e sempre!

Do Livro PADRE PIO parla della MADONNA, p. 554.


Fonte: Enviado por Pe. Bernardino