Um Milagre fora de série



Tudo começou em 18 de fevereiro de 1997, quando ficou constatado que eu tinha um tumor no cólon. Tão volumoso que devia ser tirado em etapas. Duas semanas depois, o Dr. Ferrara removeu a primeira parte. E determinou uma biópsia, cujos resultados viriam dois dias depois. Minha preocupação ia sempre crescendo, tanto que chegado o dia, eu era, literalmente, uma pilha de nervos.
De repente, escutei um pequeno ruído vindo da porta de entrada. Desci, abri e me deparei com um pacotinho num degrau da escada. Havia nele a estampa de um anjo da guarda e, escritos por trás, os cumprimentos pelo aniversário de minha esposa. Remetente: nossa sobrinha Jô Ann.

A figura do anjo parecia cheia de manchas, tanto nas asas como no vestido. Ao tocá-la, senti um calorzinho, tão gostoso que nem sei como explicar. Esse anjo, pensei, não podia ter vindo em momento mais oportuno! Dei-lhe o nome de Vitória. Motivo: uma senhora que rezava por nós me revelou ter descoberto que assim se chamava o meu anjo da guarda. E também o de uma cunhada já falecida que, do céu, continua fazendo o papel de meu anjo da guarda. Tive então um pressentimento de que coisas boas iriam acontecer. E rezei a esse anjo, para que o resultado da biópsia desse negativo.

Naquele momento o telefone tocou, fazendo meu coração disparar. A voz, porém, não era do médico e sim do gerente da imobiliária, dizendo que precisava das chaves dentro de quinze minutos, para mostrar a casa a um interessado. Prometi ir logo, sem deixar de lhe observar que estava aguardando uma ligação do médico.
Apanhei meu pequeno anjo, o enfiei no bolso e entrei no carro. O céu estava nublado e chovia. Mas, ao chegar à sinaleira, onde se cruzam Merrick Road e Hicksville Road, vi alguém ao longe, que me acenava. Enquanto eu aguardava a troca da luz vermelha para a verde, o homem se aproximou.
– Por favor – suplicou ele –, gostaria que me levasse até a avenida Jerusalém e Merrick Road, próximo às igrejas Tabernáculo e Maria Regina.
Disse-me também que estivera ali a manhã inteira, aguardando por uma carona. E já era o começo da tarde. Embora não fosse meu costume dar carona a desconhecidos, sentindo uma força misteriosa se apoderar de mim, tranqüilizei aquele homem barbudo, trajado com uniforme branco de padeiro, dizendo-lhe que podia entrar e que o levaria. Mesmo sabendo que chegaria atrasando com as chaves... Que importância tinha isto afinal?
Apesar de não conhecê-lo, experimentei logo uma forte simpatia por ele. Apenas sentou, foi dizendo que eu devia ser um cara legal, pois não duvidara em mudar meu itinerário para o levar. Abençoou-me e agradeceu. Depois observou que eu parecia preocupado com uma doença.
Fiquei pasmo com a precisão com que descreveu minha situação. E como quem já soubesse a resposta, perguntou qual era o motivo dessa preocupação. Expliquei-lhe que ainda há pouco fora operado de um tumor, e passara a manhã esperando pelos resultados da biópsia.
Eu me sentia tranqüilo e à vontade com este homem a meu lado, e ao mesmo tempo experimentava um indizível prazer.
– Posso pôr a mão na área onde foi operado e rezar por você? – indagou.
– Com certeza! – respondi.
Tomei-lhe a mão, guiando-a para o local afetado. Com ela apoiada em mim, se pôs a rezar numa língua desconhecida. Tão intensa era a sensação que me invadia, que todos os pelos do meu corpo se arrepiavam, enquanto eu sentia um calafrio me percorrer a espinha de alto a baixo. Meu Deus, que é isto? – exclamei comigo. Mal consigo acreditar no que me acontece. Estou ansioso por chegar em casa e contar tudo à minha esposa. É demais, é demais!
Ele continuou suas orações até o fim, quando perguntou:
– No que é que tem dificuldade em acreditar?
Respondi-lhe que me sentia excitado demais... que todos os pelos do meu corpo estavam arrepiados.
Realmente, a eletricidade que lhe saía das mãos era algo incrível. Atravessava meu corpo todo. Então ele me tranqüilizou:
–Você está curado! Curado, ouviu? O Espírito Santo desceu sobre você!
Uma vez mais senti aquela investida galopante de sensações maravilhosas.
– Afinal, quem é você? – perguntei ansiosamente.
– Apenas um servo de Deus! – foi a resposta.
Fiquei sem poder falar!
Chegados ao destino, me repetiu que eu estava curado. E deveria ir a algumas Missas de cura, sempre que possível, a fim de rezar pelos doentes e necessitados.
Suas palavras de despedida, ao descer do carro, foram: “Agora compreendo porque tive de esperar toda manhã! Precisava demais me encontrar com você”.
Agradeci pelas orações e lhe recomendei cuidado ao cruzar a rua. Já do outro lado, me abanou um longo e demorado adeus.
Entretanto, a sinaleira mudou, e tive de seguir em frente. Logo que pude, porém, virei para a direita, a fim de continuar olhando pelo espelho aquele homem extraordinário. Mas era tarde, tinha sumido. Para onde?
Depois de tantas peripécias, claro que só podia chegar tarde ao escritório. Pedi desculpas, e sem me dar conta, comecei a debulhar a história daquele surpreendente e maravilhoso encontro. Por incrível que pareça, eu continuava sentindo pelo corpo aquela eletricidade.
A secretária me ouviu um tanto pasma, sem nada falar. Eu estava na glória, literalmente na glória. Saí do escritório rumo à minha casa, sempre na mesma euforia, que deveria se prolongar pelo resto do dia e pela noite a dentro.
Já não me agüentava de ânsia de contar tudo à minha esposa Bárbara e à família.
Foi só à tardinha que recebi o tão esperado telefonema do médico. Informava-me que o resultado da biópsia chegara naquele momento. E dera tudo negativo. Aproveitava para lembrar que convinha remover a outra metade do tumor, o que poderia ser feito no dia 10 de abril.
Ao lhe agradecer a ótima notícia, quase virei criança, tamanha a faceirice que se apoderou de mim. Botei a mão no bolso e de lá saquei o anjo Vitória. Beijei repetidamente sua estampa, que segurava com ambas as mãos, enquanto lhe repetia sem fim: “Obrigado, muito obrigado por ter colocado em meu caminho aquele homem extraordinário!”
Sim, minhas preces estavam sendo atendidas.

Quando minha esposa e demais familiares cheguaram em casa, eu já não me continha. Queria contar tudo, tudo. Na realidade, queria publicar isto ao mundo inteiro. Meus familiares ouviam atônitos o meu relato, e mal podiam acreditar. Emocionados, me olhavam como se eu fosse um estranho, mas muito, muito contentes.
Depois fui dormir tranqüilo. Lá numa altura da noite, porém, acordei com uma sensação estranha. Sentia umas fisgadas na área onde fora operado. Minha esposa quis saber o que acontecia.
– Tenho a impressão – expliquei-lhe – que alguém esteja tentando remover o resto do tumor.

O tempo ia passando rápido, e a data da segunda cirurgia – 10 de abril de 1997 – chegava. Precisava da companhia do meu anjo Vitória, e por isso o enfiei no bolso e me fui. O Dr. Ferrara deu início aos procedimentos da operação. Enquanto examinava meu cólon pelo monitor da televisão, comentou: “Bem, como o tumor não existe mais, não precisamos tirar coisa alguma”. O resto eu podia ler na expressão de espanto de seu rosto.
Comecei a me sentir de muita sorte e bem feliz. Em meus pensamentos, voltava a ver o amigo a quem dera carona, naquele dia chuvoso, e que, entre outras coisas, me havia dito: “Você está curado, o Espírito Santo desceu sobre você”. Eu não parava de agradecer a Deus, ao meu anjo Vitória e àquele desconhecido a quem dera carona.

Durante o primeiro ano, fui examinado de três em três meses. No segundo, de seis em seis, e depois, de ano em ano. Tudo corria bem! No terceiro ano, porém, notei um inchaço que nada tinha a ver com o problema anterior. Depois de novas consultas e muitos exames, o Dr. Ferrara me chamou e foi dizendo: “O resultado da biópsia denunciou novo câncer. E, pior, já no terceiro grau. Perfurou o esôfago e afetou as glândulas linfáticas”.
A revelação era séria demais. Pensei logo na família e achei que devia poupar-lhe esse sofrimento! Eu nem desconfiava que minha filha Stacey, a tivesse ouvido no outro telefone. Como faria para manter esse segredo? Mas, repensando no caso, concluí que não o conseguiria, pois as notícias ruins sempre correm mais do que as boas. E meus familiares acabariam descobrindo pelo meu modo de ser e agir.
Comecei a rezar, pedindo forças para ao menos ir levando da melhor maneira possível, preocupado com minha filha Darlene, que estava de casamento marcado para a próxima semana. Naquela manhã, mesmo depois de ouvir a triste notícia no telefone, Stacey, foi ao trabalho. Mas sentia-se tão deprimida que, ao invés de ir trabalhar, foi rezar numa igreja.

De volta no fim da tarde, me beijou. Em seguida puxou da bolsa uma estatueta de Nossa Senhora. Pai – me disse – isto é para você.
Meus olhos se encheram de lágrimas, não conseguia mais falar. Sim, ela devia saber de tudo, pois foi logo dizendo: Não se preocupe, vai melhorar. Foi ali que me entregou um cartão com a foto de um homem e os dizeres: “Guida i nostri passi”, guia os nossos passos. Apenas vi aquele rosto, uma eletricidade, uma euforia e um calor inusitados se apoderaram de todo o meu corpo, e minhas lágrimas eram tantas que mal consegui perguntar: “Onde foi que arranjou esta foto? Preciso saber... sim, é ele, é ele!”
Eu continuava chorando... e minha filha, sem compreender toda essa emoção, se pôs a chorar também.
– O que há, pai? Quem é ele? – perguntou.
Eu, meio gaguejando, as palavras se atropelando em minha garganta, expliquei: “Filha, é o homem a quem dei carona, três anos atrás, na rua Hicksville. Ele rezou sobre mim e falou que estava curado”.
Então, mostrando que sabia mais do que eu, me disse: “Não pode ser, este homem morreu há vários anos”.
Mas eu continuava insistindo que era ele.
– Este homem foi o que sentou a meu lado, no carro. Tenho absoluta certeza! Stacey, você tem de me dizer onde conseguiu este cartão.
Ela então, já num tom mais controlado, contou que por causa da “triste notícia” não tinha ido trabalhar. E que, depois de ir à igreja rezar por mim, foi a uma lojinha de artigos religiosos, a fim de me comprar uma Nossa Senhora. Mais tarde foi rezar também na casa de um tal Pallazzolo, uma família bem religiosa, acolhedora e carinhosa, sua conhecida. Foi lá que recebeu a foto desse homem. Ela não tinha a menor idéia de quem poderia ser. Lembrava apenas que falecera há muitos anos, chamava-se Padre Pio e possuía o dom da cura.
Abraçando minha filha, a beijei e agradeci os presentes. E agarrados um ao outro, choramos longamente. Com certeza, nunca mais esqueceremos as emoções daquele dia. Ela ficou de me conseguir mais informações sobre o Padre Pio. Agora eu me sentia radiante por ter reencontrado o querido amigo. Sim, era ele, o Padre Pio. Ele estivera uma manhã inteira, debaixo da chuva, esperando-me para me ajudar. E agora voltava, novamente para estar comigo!

Minha doença não era mais segredo. Promessas de orações chegavam de todo lado: da família, dos amigos, dos “Knigths of Columbus” e dos padres e irmãs, nossos conhecidos. E muitos cartões, uns oferecendo Missas, outros desejando-me saúde.
Assim, a força da oração ia reduzindo meu medo e me ajudando a aceitar o fato de estar doente.
No dia seguinte ao casamento de Darlene comecei meu tratamento de químio com aplicação de raios. Muitas lágrimas rolaram pelas faces de meus familiares, e todos sentíamos as pulsações provocadas pelo medo em nossos corações. Procurava ser corajoso, mas no fundo me sentia em pânico. Minha filha Stacey voltou à família Pallazzolo, onde recebera o postal do Padre Pio, e ali lhe sugeriram que fôssemos à sua casa, a fim de receber uma bênção. Seria dada por um senhor que fora agraciado com um milagre do Padre Pio. Aceitei o convite. Ele me colocou um crucifixo nas mãos, e uma medalha do Padre Pio sobre a mesa. Experimentei uma vez mais aquela força curadora por todo o corpo. Manifestava-se, ora como arrepios eufóricos, ora como pontinhas de gelo correndo-me pela espinha. A presença do Padre Pio era total; estava em nossos pensamentos, nossas orações, e por que não, bem ao meu lado. Sim, eu como que tocava sua presença.
No fim da bênção, aquele senhor me disse que podia ficar com o crucifixo e a medalha. E pediu para lhe contar como fora o meu encontro com o Padre Pio. Fui contando tudo, lentamente, porque um membro da família Pallazzolo tinha de traduzir para o italiano.

Os dias passavam e o meu medo começava a diminuir. Minha atitude em relação à doença também ia mudando. Às vezes chegava a esquecer que, dentro de mim, um câncer implacável minava minha vida. Até meu sentido de humor parecia estar de volta.
As seis semanas de químio chegavam ao fim, quando o radiologista Dr. Karten me chamou ao escritório.
– Já vi muitos pacientes entrar e sair – me disse –, mas não lembro de ninguém que se possa comparar com você... sua jovialidade, sua atitude... Sua aparência geral me parecia até difícil de explicar. Quase não emagreceu, não perdeu cabelo, não manifestou sinais de queimaduras depois daqueles 6.100 rads que lhe aplicamos. Em resumo, sua aparência continua superboa. Acho que vamos vencer a batalha. E se despediu com um grande abraço.
Aliás, não só ele, mas também as enfermeiras e os técnicos me trataram bem. Provavelmente, porém, não chegaram a notar uma coisa: toda vez que saíam do quarto para apertar o botão, eu rezava ao Padre Pio, pedindo que desse um jeito de destruir toda e qualquer célula cancerosa que acaso estivesse ainda viva em meu corpo. Fazia isto durante cada aplicação, e muitas vezes chegava a visualizar sua destruição lenta e seu desaparecimento.

Chegou finalmente a hora de recomeçar os testes de avaliação do tratamento. O Dr. Ferrara precisava saber se o tumor diminuíra o suficiente para ser operado. Com esta finalidade marcou para 25 de agosto de 2000 um novo cat scan e uma radiografia.

Naquele mesmo dia recebi um convite para participar de umas funções religiosas na igreja de São Tomé Apóstolo, aqui em Hempstead, NY., pedindo o quanto antes a canonização do Padre Pio. Para mim é uma honra – pensei comigo – participar de orações e de uma Missa especiais para o Padre Pio.

Fui um pouco mais cedo, a fim de rezar o terço com o grupo, Knights of Columbus. Encontrei a igreja lotada de devotos do Padre Pio, vindos de todas as partes. Minha emoção era enorme, sobretudo por voltar a sentir aquele calorzinho, aquela eletricidade já conhecida, percorrendo meu corpo.
Terminado o terço, voltamos para a frente da igreja, a fim de reentrar em procissão com o Bispo e muitos padres vindos de várias cidades. Diante do altar-mor vi um estandarte do Padre Pio. Nova sensação de carinho e aconchego se apoderou de mim. Sensação que só fez aumentar ao ver que meu assento ficava perto do estandarte. Olhando para o Padre Pio, tinha a impressão de que ele também estivesse olhando de frente para mim. Seu magnetismo era indescritível, sentia o corpo todo eletrizado. Pedia-lhe que, por favor, me ajudasse nas próximas semanas, de maneira que tudo se resolvesse para mim sem grandes desilusões. Lágrimas enchiam meus olhos. Eram de alegria, mas eu procurava escondê-las quando rolavam rosto abaixo. Nisto, uma batidinha no braço esquerdo interrompeu meus pensamentos. Olhei para o senhor ao lado, pensando que desejasse alguma coisa. Que nada, estava concentrado no seu mundo interior. Pouco depois, o mesmo toquezinho. Uma vez mais virei para ele... continuava absorto em oração. Só podia ter sido o Padre Pio – concluí –. Foi o jeitinho que encontrou para me antecipar que tudo sairia bem.

Na saída da igreja, os familiares me aguardavam. Numa lojinha de lembranças compramos uma estatueta do Padre Pio, medalhas e outras coisas mais. De repente nos vimos diante de uma respeitável imagem dele (um metro e cinqüenta de altura), ao lado direito da igreja. E juntos rezamos com o maior fervor. Tinha a impressão que sorria para mim. Quem sabe, lembrando aquela manhã de chuva, quando, disfarçado de padeiro, me pediu carona!

Chegamos assim a 29 de agosto, a data da minha endoscopia. Precisamente dez dias depois do nosso encontro em família diante da estátua do Padre Pio. As enfermeiras que me preparavam pediram para só tirar a camisa e os sapatos. Enquanto vestia a camisola do hospital, agradeci a Deus por me permitir manter as calças, onde se encontrava a estatueta do Padre Pio. Mandaram-me deitar para aplicar os sedativos. Uma das enfermeiras, observando a coisa que eu tinha pendurada ao pescoço, me falou: “Que bonita medalha do Papa!”
Tive de explicar-lhe que não era do Papa e sim do Padre Pio. E que eu o carregava também no bolso. Levei a mão por baixo da camisola e tirei a imagem.
– Este é o Padre Pio – eu disse –, está aqui para me ajudar nesta hora difícil.
Enquanto eu a mantinha levantada, para que todos pudessem vê-la, ela exclamou com voz sufocada: “Que linda, que linda!” Mas logo, emocionada, saiu da sala para esconder as lágrimas.
O Dr. Bansal apareceu no momento em que eu ia levar o Padre Pio de volta ao bolso. Enquanto ele me aplicava a anestesia, eu continuava segurando a estatueta na mão. Será que o doutor tem idéia de quem seja este santo e o que significa para mim? – me perguntava eu. E com estes pensamentos me apaguei.

Ao acordar, a primeira coisa que vi foi minha esposa ao lado, chorando. Ó Senhor – supliquei – não permita que me dê más notícias!
Com o rabo do olho, observei que o médico, um tanto desconcertado, mas mesmo assim em tom alegre, tentava não exagerar a boa notícia: “Tudo bem – me disse – o seu câncer não está mais lá, sumiu!”
Naquele momento eu não tinha ainda condições de avaliar o alcance daquelas palavras, grogue como estava pela anestesia. Minutos depois, já mais lúcido, perguntei: “É mesmo, doutor? Não está mais? E as minhas glândulas linfáticas a quantas andam?”
Sua resposta não permitia dúvidas: “Desapareceram!”
– Mas que significa isto: desapareceram?
– Significa o seguinte – explicou –: quando elas são atacadas pelo câncer, aparecem claramente, mas se tornam invisíveis quando saudáveis.
Eu era só alegria. E minha esposa, então, não parava de me beijar.

Por medida de prudência, porém, o Dr. Bansal achou que devíamos ouvir a opinião de mais um especialista. E foi assim que marcamos um encontro com o Dr. Altorki, do Hospital N.Y University, Cornell, na cidade de Nova Yorque. Ele examinou todos os meus exames anteriores e declarou: “Concordo com a conclusão dos demais médicos. O seu câncer sumiu. Pelo que vejo, estavam decididos a acabar com ele. E conseguiram. As aplicações de químio e de raios foram as mais fortes possíveis. Às vezes dão bons resultados e às vezes não. No seu caso, deram, e diante do sucesso não cabe discutir.
Telefonou aos médicos da equipe, felicitando-os pelo bom trabalho. Depois, virando-se para mim, declarou: “Você é um homem de muita sorte”.
Caí nos braços de minha esposa e desandamos num choro solto, quase impossível de parar. Dentro do nosso coração sabíamos com certeza quem era o responsável por esta cura extraordinária, por este sucesso espetacular – aquele velho desconhecido barbudo que, anos atrás, eu encontrara numa rua de Long Island, N Y., pedindo carona – O Padre Pio!
Ele acabou transformando a minha vida e a de todos em minha família.
Padre Pio, o senhor é um verdadeiro santo. Receba nossos agradecimentos e continue nos acompanhando e protegendo

(Todos os milagres são presentes de DEUS!)
Sinceramente, em Cristo:
Anthony M. Fuina
Massapequa, NY 11758.


Fonte: