Uma Revelação Fantástica



Na opinião de muitos, o Padre Pio foi uma revelação. Na minha também. Aconteceu assim. Certo dia dei pela falta do meu anel. Tratava-se de uma preciosidade – o presente de minha esposa por ocasião do nosso noivado. Um anel de onze diamantes, cujo significado se tornou ainda mais maravilhoso quando descobri seu simbolismo. Os dois diamantes maiores eram papai e mamãe, e os pequenos, os nove filhos. Lembro que, uns tempos depois, ao explicar este simbolismo a meu pai – a mãe morrera em 1960 – ele riu orgulhosamente.

Mas, voltando ao anel perdido, deixei tudo de lado e me lancei à sua procura. Comecei recorrendo os lugares por onde tinha passado naquele dia. Muitas horas levei olhando, vasculhando, chutando papéis, lixo... se não está aqui, talvez esteja ali. A busca os poucos virou tortura. Que vai ser se não o encontrar? – me perguntava agoniado.

Por fim passei à garagem. Lembrava ter estado ali pela manhã, remexendo nalgumas coisas. E como sempre costumo lavar as mãos depois de qualquer trabalho... a solução podia estar ali. E feito mosca tonta, comecei a zanzar para lá e para cá. Entre várias coisas, havia pilhas de livros, que sempre vinham junto quando comprava uma casa. Eram enciclopédias, coleções de volumes de grande, médio e pequeno porte. Claro, os maiores acabaram empilhados num canto. Mesmo não vendo qualquer ligação entre aqueles livrões e a jóia perdida, me pus a remexer neles. E foi então que aconteceu o que eu nunca teria imaginado.

Ao apanhar um dequeles volumes rebocados de pó, chamou-me atenção seu título: Padre Pio de Pietrelcina. Naquele instante, minha memória me levou de volta ao passado, a Vale Vêneto, um lugarejo desgarrado no interior do Rio Grande do Sul. Lá nos meus tempos de estudante eu ouvira mencionar este nome pela primeria vez. Anos depois, lembrava tê-lo ouvido outras vezes, provavelmente nalgum noticiário de TV. Mas quem é que põe atenção nestas enxurradas de notícias que a televisão joga em cima de nós cada dia? Agora, porém, uma voz interior parecia querer polarizar minha atenção neste nome: por que não dá uma lida no livro? Abri-o e, ao me certificar que estava escrito em italiano, estive a ponto de jogá-lo para um lado, quando a mesma voz voltou à carga: por que não aproveita para refrescar um pouco na memória os seus conhecimentos de italiano?
Terminei de espanar-lhe o pó, subi com ele para o quarto e comecei a folheá-lo. Todas aquelas fotos, grandes e pequenas, coloridas e em preto-e-branco, acabaram me interessando. Em seguida me entreguei à leitura, e com tanto entusiasmo que só fui apagar a luz entre três e as quatro da madrugada. Quanto mais lia, mais me sentia magnetizado, mais necessidade experimentava de conhecer o resto.

No dia seguinte saí sofregamente à procura de mais literatura sobre o Padre Pio. Achei que seria barbada. Em qualquer igreja de Nova Iorque deveria haver livros sobre tão interessante personagem. Mas que nada! Depois de muito andar, encontrei alguém que conhecia por alto a história do Padre Pio. Com a maior boa vontade, me levou a uma loja de artigos religiosos. Lá me apresentaram um livrinho com algumas dezenas de páginas.
“Mas isto é pouco!” Me queixei. “Eu quero mais, quero uma obra que seja o mais completa possível, não importa o tamanho nem o preço.”
O homem voltou, procurou no estoque e apareceu com um volume de 440 páginas: A verdadeira história do Padre Pio, escrito por C. Bernard Ruffin.
Feliz da vida, voltei para casa e mergulhei na leitura. Li, li, li, e quanto mais lia, mais recrudesciam minhas ganas de saber mais, de saber tudo. Hoje, três anos depois, continuo com a mesma empolgação, leio tudo o que a respeito dele me cai nas mãos.

Confesso que para mim esse extraordinário padre, considerado por muitos como a figura mais importante do século XX, representou uma REVELAÇÃO EXTRAORDINÁRIA. Tão extraordinária que até me fez esquecer o anel de noivado. Só não esqueci a FAMÍLIA que ele simbolizava. E, por extenção, todas as famílias brasileiras.
E foi justamente pensando nas famílias da minha terra que resolvi traduzir este livro da Clarice Bruno, a fim de que possam descobrir esta extraordinária figura de padre e santo, se deixem empolgar por ele e passem a contar com sua intercessão.

Lembram a história daquela mulher do Evangelho que tinha dez dracmas e perdeu uma? Largou tudo, pegou a vassoura e não sossegou até encontrá-la. E depois de encontrá-la, chamou as amigas e vizinhas para partilharem juntas a alegria daquele achado. Façam o mesmo: depois de lerem este livro, emprestem-no, incentivem outros a lê-lo, presenteiem-no. Partilhem assim a alegria da descoberta, como a mulher que reencontou sua moeda. E verão que caudalosas bênçãos ele fará descer sobre vocês.

Lembram o episódio do Monte Tabor? Pedro, temperamental como só ele, ao ver tanto céu e tanta luz, pensou num jeito de ficar por lá. Segurar para sempre aqueles momentos, construindo três tendas. Tamanho era seu entusiasmo que esqueceu de propor a construção de uma tenda para si. Um pouco deste rompante de Pedro vocês por certo irão experimentar quando Deus lhes entreabir o céu e lhes mostrar as maravilhas que foi capaz de realizar no Padre Pio, e lhes der uma antevisão do que para vocês preparou no paraíso.

Lembram os discípulos de Emaús? No começo limitavam-se a falar na sua decepção. Este homem prometera mundos e fundos, mas acabara se deixando matar. E assim todas as suas esperanças de ocuparem um posto no reino prometido se foram por água abaixo. Até aqui só pensavam em si mesmos, não levantavam os olhos do chão, nada viam além de suas próprias preocupações. Mas a partir do momento em que se preocuparam com o FORASTEIRO e suas necessidades, convidando-o a permanecer com eles, pois já se fazia noite, deu-se a grande reviravolta. Aquele que ainda há pouco não passava de simples peregrino, de repenste, ao partir o “Pão” se transforma na mais fantástica REVELAÇÃO, fazendo-os voltar às pressas para Jerusalém e começar a anunciá-lo como o Mestre redivivo.

Tudo está em reconhecê-lo e aceitá-lo. Com a luz da sua graça os própiros cegos passarm a enxergar, os coxos a andar, a água vira vinho e uns poucos pães e um par de peixinhos fazem o banquete de uma multidão.
A fé opera milagres. Mas não raro tropeça em obstáculos, pois nos falta a experiência. Por isto o céu põe ao nosso lado estas pessoas iluminadas, que tendo feito em profundidade a experiência de Deus, sabem nos orientar com segurança.

Com o coração aberto, leiam o libro: Caminhando com o Padre Pio (tudo o que virem sobre este grande SANTO) e, por certo, sentirão o Padre Pio levá-los, página por página, em direção ao Tabor. E oxalá possam ter a surpresa dos discípulos de Emaús, ou pelo menos a experiência deste tradutor, que perdeu o anel e encontrou um SANTO. E todos juntos possamos, então, exclamar: O Padre Pio é realmente uma REVELAÇÃO!


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