Faleceu o idealizador e patrocinador da Ermida de São Pio



CLAUDIO ANJOS SEGABINAZZI CASASSOLA - Anjos - porque nasceu no dia do Anjo da Guarda, 02 de outubro de 1932, em Dona Francisca. Filho de VITORIO CASASSOLA E ADELINDA SEGABINAZZI CASASSOLA, foi o quarto de uma prole de nove irmãos.

Cláudio estudou no seminário e foi ordenado padre palotino. Depois de alguns anos trabalhando no Brasil, transferiu-se para Nova Iorque, onde fixou residência e continuou a sua atividade pastoral. Decidiu abandonar o exercício do sacerdócio e começou uma nova vida trabalhando como professor de espanhol. Em 1972 casou-se, em Nova Iorque, com Lourdes Pauletto, natural de São Rafael- Restinga Seca. Bem instalados, em uma bela casa, foram incansáveis beneméritos de familiares, levando-os para trabalhar nos Estados Unidos e onde recebiam amigos e visitantes, hospedando-os e acompanhando-os pela cidade. Sempre tiveram boa saúde e muitas oportunidades para viajar e conhecer muitas das mais famosas maravilhas do mundo. Em retribuição por todos esses benefícios decidiram organizar uma Corporação em benefício das crianças pobres, especialmente do Brasil. Ajudados por amigos e familiares enviaram muita roupa usada, brinquedos e dinheiro a várias cidades do Brasil, alem de patrocinar estudo para muitas pessoas daqui da nossa Quarta Colônia.

Cláudio sempre foi um homem de muita fé. E, como geralmente acontece com as obras de Deus, esta também chegou à sua realização através dos caminhos imprevisíveis da Providência Divina. Por uma casualidade o Cláudio encontrou um livro intitulado:
PADRE PIO, La fede e i miracoli di um uomo del Signore. (Padre Pio, A fé e os milagres de um homem do Senhor). Sua leitura despertou nele uma curiosidade insaciável de conhecer mais e mais coisas sobre este santo.

Quanto mais lia, mais e mais sentia crescer seu fervor. Chegou a imaginar possíveis curas de doentes seus conhecidos. E para motivá-los a recorrer a ele, traduzia histórias de milagres alcançados através do Padre Pio e os enviava junto com orações e relíquias.
Ao constatar que, no Brasil, não era fácil encontrar literatura sobre o “santo”, decidiu traduzir do inglês o livro de Clarice Bruno: Caminhando com o Padre Pio.

Nas suas leituras sobre o Padre Pio, Cláudio acreditou ter encontrado uma relação entre o Santo e a Quarta Colônia. (Apenas para lembrar, no começo da sua colonização por imigrantes, a maioria italianos, o Estado gaúcho estava dividido em quatro Colônias, sendo que Faxinal do Soturno fazia parte da quarta). O lampejo lhe ocorreu ao ler o episódio da primeira bilocação do frei Pio, quando ainda era seminarista. De Santo Elias em Pianisi, onde estudava, sentiu-se transportado para Údine, norte da Itália, para a casa de um maçon chamado Giovanni Battista Rizzani, a quem prestou atendimento espiritual.

Cláudio ficou matutando. Údine...: não foi de lá, do norte da Itália, que veio a maioria dos nossos imigrantes? Por que frei Pio foi levado especificamente para Údine? E, ademais, para a casa de um maçon que, na última hora, se convertera devido às muitas orações de sua esposa católica praticante?
Na oportunidade ele só pensou que isto poderia dar um bom capítulo num futuro livro sobre a árvore genealógica da família.

Com o passar dos dias, outros fatos foram se sucedendo e o nome do Padre Pio ficava cada vez mais conhecido. Sobretudo a partir de 2 de maio de 1999, quando o Papa João Paulo II o declarava “beato”.
Mas, em ritmo cada vez mais acelerado, depois de sua canonização, em 16 de junho de 2002.

Uns meses antes, Cláudio e sua esposa Lourdes tinham visitado San Giovanni Rotondo e Pietrelcina.

E foi por ocasião destes acontecimentos que a idéia de erguer um monumento em homenagem a São Pio, no coração da Quarta Colônia, começou a germinar.

E, no dia 25 de maio de 2004 era rezada a primeira missa oficial na nova Ermida de São Pio, no Cerro Comprido-Faxinal do Soturno.

Dali por diante, as coisas só fizeram andar, como todos nós conhecemos: a Ermida é uma esplêndida realidade, a Associação São Pio e o Pe. Bernardino Trevisan, que conheceu e participou de missa celebrada por Frei Pio em San Giovani Rotondo.

Por isso nossa fé aumentou e hoje acreditamos cada vez mais: esta foi a vontade de Deus, que escolheu o Cláudio para ser o portador deste imensurável bem espiritual que tanto contribui para que as pessoas que recorrem a São Pio, em busca de conforto para suas dores do corpo e da alma, sejam aliviadas e consigam a paz.

Claudio fundou e escreveu a Voz da Ermida, informativo mensal sobre as atividades, depoimentos, mensagens de fé, mensagens de devoção a São Pio. Foram 90 edições de janeiro de 2004 a junho de 2011. Mesmo doente de janeiro a junho de 2011 ele fez questão de elaborar e encaminhar a Voz da Ermida. No mês de julho ele não teve mais condições físicas para escrever e por isso a Associação São Pio assumiu a elaboração do informativo e vai continuar este lindo trabalho de divulgação da devoção a São Pio.

No início deste ano Claudio foi vítima mais uma vez do câncer, doença que contraiu há 17 anos e que havia sido curada. Com muita serenidade aceitou a provação dizendo que estava no lucro, pois os médicos, na época lhe haviam dado 10 anos de vida. Se passaram 17 anos. Cláudio faleceu no dia 16 de julho próximo passado, aos 78 anos.

Neste momento de dor, externamos a sua esposa Lourdes e aos familiares os melhores sentimentos, agradecidos pelo bem material e principalmente espiritual, deixado por esse homem humanitário e portador de uma fé inabalável.

Que o nosso Pai Criador conceda ao Senhor Cláudio a graça de ser recebido na vida eterna pelo tão amado São Pio e também pelo Pe. Bernardino e tenha a recompensa pelo legado que deixou aqui na Quarta Colônia.

Associação São Pio de Pietrelcina
Cerro Comprido – Faxinal do Soturno
Quarta Colônia – Rio Grande do Sul - Brasil


Fonte: Associação São Pio de Pietrelcina