Continuação texto Voz da Ermida: DA NOSSA GENTE



: Padre Pio entrou na minha vida, em agosto de 2006. Sempre fui muito ativa, tanto na família como na escola estadual, onde lecionei uns 30 anos. Oito anos atrás percebi um nódulo no seio direito, mas a mamografia revelou que se tratava apenas de um problema hormonal ou muscular. Bem despreocupada fui levando..., até março de 2006 quando notei não ser mais a mesma; ...sempre cansada. Somente com muita oração conseguia dar conta dos meus três turnos na escola. Em agosto, por causa de fortes dores no lado direito, fui hospitalizada. Depois de 5 dias voltei para casa. Passado o efeito dos remédios, porém, a dor voltou intensa. Novos exames (ecografia, Raio-x e ressonância magnética) revelaram uma vértebra quebrada. Talvez tenha acontecido quando fui apartar uma briga na classe – dizia-me – ou ao receber o abração daquela menina... Em Santa Cruz, o médico de coluna foi bem claro: “Uma vértebra ‘sadia’ não quebra assim no mais”.
Enquanto esperava pela operação, meus dias eram de oração e muitas dores. Saía da cama para a cadeira de rodas e vice-versa, mas antes tinha de tomar calmante. Numa noite de setembro, talvez por causa do frio, minhas pernas gelaram. Assaltou-me o receio de ficar paralítica e chorei; cheguei a pensar na morte. Foi por esses dias que a Taís me trouxe uma rosa vermelha e a novena do Padre Pio. Ela a recebera do “Balaio”, seu compadre. Foi assim que São Pio entrou na minha vida. Entregue nas mãos de Deus, ia rezando minha novena. No nono dia voltei a sentir os dedos dos pés, o que me fez acreditar que a cura seria possível, e voltei à calma! Mas não sabia que a vértebra com o tumor podia ter partido a medula e me deixado tetraplégica. É que ninguém fala tudo para o doente!
Viajamos a Porto Alegre. Em 20 de setembro de 2006, às 18 horas, estava na sala de cirurgia. Meu pessoal foi à capela do hospital e diante do quadro do Padre Pio rezaram com muita confiança. Meu marido continuou indo lá por muito tempo porque, devido à operação na coluna, fiquei três meses hospitalizada (tive parada cardíaca e embolia pulmonar). Apesar de todas essas contrariedades, uma médica da UTI me comentou que, segundo minha planilha (um tumor com 8 anos, as circunstâncias dos últimos dias, etc.), se não fosse o auxílio do “Alto”, eu não teria sobrevivido.
Nestas alturas o câncer não era mais segredo; fui operada do tumor do seio só em abril de 2007. Após as sessões de quimioterapia, a oncologista me falou no tamanho do tumor e até comentava que, apesar das fortes aplicações de químio, eu sempre respondia de forma surpreendente. Tudo foi melhorando rapidamente. Contudo, de maio a agosto quase não pude caminhar; em parte pelo frio e também porque o químio afetara um pouco minhas articulações.
Com a melhora do tempo, um dia o Balaio me disse: Temos que ir até a Ermida do Padre Pio para pagar a promessa que fiz. Fomos (ele e a esposa, sua mãe, a Taís que é minha comadre e eu). Lá em cima o vento era forte e bem frio. Ao chegarmos, o Balaio desceu e foi o primeiro a entrar no pátio da Ermida; nisto ouvimos três toques de sino. Depois, ao chegarmos no pátio, ...mais duas vezes. Na Ermida, começamos a rezar. Fizemos também pedidos por escrito e os colocamos sobre o altar. Enquanto estava sentada ali num banco, veio-me a vontade de escrever este agradecimento, relatando o que passei na doença e a graça da saúde. Tiramos fotos dentro e fora dessa linda Ermida. Agradeço a todos os que rezaram por mim; reconheço que o Padre Pio me ajudou muito. Hoje, sinto-me bem, posso caminhar e faço exercícios numa piscina. Com minha família, vivo tranqüila, como se cada dia fosse domingo (M. A. K., Candelária).


Fonte: --